quinta-feira, 19 de abril de 2018
O PRIMEIRO CIDADÃO BRASILEIRO ?!
Em uma época que a comunicação social praticamente não existia, a América do Sul era um alvo perfeito para a exploração colonial européia, num período moderno da expansão do mundo ocidental... Naquele momento histórico dos idos do século XVIII, quando o Brasil não passava de uma terra prometida, um território unicamente explorado para atender aos interesses do mercantilismo europeu, ainda uma simples Colônia portuguesa, surgiu alguém com espírito de cidadania rebelando-se contra o imposto de Um Quinto cobrado sobre o ouro extraído em solo brasileiro.
Quem era esse cidadão ? Como ele se inspirou, se não havia meios de comunicação tão eficientes como nos dias atuais exercendo influências na sociedade, capazes de informar o que acontecia no mundo?!
Apesar de notícias que sempre chegavam de além mar manterem informados os de cá, mesmo com atrasos consideráveis pelos recursos da época, a história registrou o sentimento de amor a Pátria que o Alferes Joaquim José da Silva Xavier expressou pagando com a própria vida pelo anseio de um Pais Independente e Livre. O "Tiradentes", como era conhecido, manifestou a maior das insatisfações de um cidadão que é de ser usurpado vergonhosamente em seus direitos de liberdade no sentido mais amplo da palavra. Claramente, o acontecimento do século que foi a Revolução Francesa influenciando o mundo politicamente inspirou em alguém no Brasil colônia o forte desejo liberdade.
Em 21 de abril comemora-se o "Dia de Tiradentes", um brasileiro que tornou-se um mártir do combate a exploração econômica dos poderosos sobre sua população e um dos precursores da luta por um Brasil livre para seguir seu rumo com os próprios pés. Manifestou seu descontentamento contra imposto abusivo, que alimentava a ociosidade da corte.
Sendo Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, também o Alferes, correspondente a patente de Tenente na época, tornou-se Patrono da Polícia Militar que busca honrar o grande cidadão, mártir do Patriotismo.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
PMDB OU MDB ?
Como da noite para o dia, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) perdeu uma letra. Parece que com a mudança da nomenclatura, com a sigla sem o "P", tudo mudou em sua estrutura partidária. A partir de ontem, nesse tempo de tempestades ininterruptas, o PMDB não é mais PMDB mas sim MDB, creio que apenas Movimento Democrático Brasileiro. O que se pode esperar dessa grande mudança ? Quem sabe com a exclusão do Partido da sigla seus integrantes mudarão de conduta, como se fosse assim tão fácil transformar perfis de personalidades... Pronto, agora aquele que se lameou no PMDB se lavou no MDB e não tem mais sujeira.
Como é fácil resolver problemas de mau caratismo !
sábado, 7 de abril de 2018
AME-O, OU DEIXE-O ?
Nosso amado Brasil viveu momentos de grandes conflitos ideológicos na década de 70, quando 0 regime militar implantado por uma revolução cujo extremismo de ação levou a um governo agressivo que demonstrou uma necessidade de colocar em ordem uma sociedade que passava momentos de total insegurança politica, vista pelos revolucionários como um completo desequilíbrio governamental. Essa revolução causou muitos traumas pelo excessivo uso da força, caracterizando-se como uma ditadura militar, período em que a liberdade do cidadão deixou de existir devido a todas as restrições no cotidiano. A expressão "Ame-o ou deixe-o" foi um slogan do governo para determinar a exaltação ao Patriotismo, deixando claro que o Brasil estava acima dos interesses pessoais. Porém, o rigor da ordem imposta provocou mais ainda a rebeldia contra o atropelo aos direitos de expressão e ir e vir. As revoltas, por sua vez, levaram a lutas em confrontos como um combate entre David e Golias, forças desarmadas belicamente, apenas no grito, enfrentando adversários fortemente armados. O resultado não poderia ser outro senão um massacre.
O poder da imposição do "Amor" levou os que não quiseram amar do jeito que o então governo mandava, a deixarem o seu Pais, banidos ou voluntariamente até que a tempestade passasse. O que se estendeu por 25 anos. Muitos se foram e não retornaram...
Passado a tempestade daquele período político, nosso Brasil enfrentou grandes crises econômicas ao libertar-se da Ditadura rumo à Democracia. Até alcançar os dias economicamente evoluídos, representados por uma produtividade crescente em todas áreas industriais e, consequentemente, no setor terciário, as oportunidades profissionais multiplicaram-se assim como os cofres públicos foram abastecidos satisfatoriamente permitindo ao poder público retornar aos brasileiros as arrecadações, em prestação de serviços. O que não ocorreu.
A tão esperada Democracia, talvez chegada após longo período de restrições aos direitos do cidadão, trouxe o risco evidente da passagem repentina da escassez para abundância. No ditado popular, "quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza". Depois de 25 anos de carência da liberdade de idéias e de ações, uma geração amordaçada passou a vivenciar o valor da Democracia, caindo no extremismo da libertação que o regime democrático proporciona.
Como o benefício da Democracia, o mundo globalizou-se incluindo nosso amado Brasil. As portas se abriram para todos que buscarem as oportunidades. Não falta mais nada para o Pais crescer forte e sadio, a não ser a ausência de Patriotismo por parte de quem assume a Gestão Pública. Aliás, essa e outras palavras cívicas desapareceram do cotidiano. É óbvio, se o Brasil estivesse mal economicamente, não haveria tanto desvio dos cofres públicos para os próprios bolsos, impedindo uma real distribuição da renda arrecadada.
Somente diante de um quadro de falta de oportunidades , a juventude vive o dilema de Amar ou Deixar o Pais de hoje, embora não encontre razão para deixar de amá-lo após o surgimento de um Brasil livre. Muitos atualmente o deixam contra a vontade, porque a realidade é outra.
Resta então a pergunta: Ame-o, ou deixe-o ?
Amar é ficar e contribuir para a melhoria. Deixar seria afastar da renovação para um futuro promissor, em benefício de futuras gerações.
domingo, 25 de março de 2018
ATAQUE A TURISTAS
Nas cidades que recebem muitos visitantes, costumeiramente há controles de radares, porém, não são encontradas placas suficientes com orientações adequadas, que evitem que os turistas caem em armadilhas especificamente montadas para arrecadação de multas. Quando o visitante retorna sua cidade natal, aí sim, recebe notificações. Para que sinalizar, alertando, se é mais rentável arrecadar aos cofres que, certamente, não retorna ao público.
EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO
O DETRAN, como órgão oficial do governo, se tivesse realmente interesse em EDUCAR ao invés de ARRECADAR já teria enviado ao Ministério da Educação proposta de criação da disciplina Educação para o Trânsito nos primeiros anos do Ensino fundamental. No entanto, parece mais fácil multar desinformados do que formar os educados.
segunda-feira, 19 de março de 2018
POLÍTICA E ÓDIO
Quando o convívio escolar desenvolve boas relações humanas, permitindo a prática da política estudantil, o fortalecimento da discussão intelectual expondo as divergências sob uma coordenação competente,a única arma que prevalece no ambiente é a palavra. Aquele que se rende a um argumento convincente não se torna um derrotado ao pé da letra, mas, alguém que inteligentemente percebeu que no momento sua tese foi superada. Daí então, buscará novas idéias para prosseguir com sua luta, sem ódio.
Como esperar tolerância em discussões temáticas se o que passou a predominar é o ódio, e a palavra foi substituída pela arma, indiscriminadamente adquirida e circulando de mão em mão ? Fazer política não combina com ódio e eliminação de adversários, simplesmente como se suas idéias morressem. As boas idéias, não morrem jamais. Quem teve oportunidade de expô-las com a vitória da aceitação coletiva, nunca morrerá. A História está cheia de exemplos, vivos...
Portanto, matar alguém como se estivesse deletando uma imagem eletrônica, não passa de uma falta de evolução humana diante de tanto avanço tecnológico.
A verdadeira Escola precisa retomar seu papel na Sociedade, que é de promover o desenvolvimento social da comunidade a qual pertence. E isto só ocorrerá se a Educação Tecnológica caminhar junto com a formação humana, com verbas governamentais usadas devidamente para os fins educacionais, sem desvios vergonhosos.
Mais uma vez, e quantas necessário for, é bom lembrar que investimento em Educação de qualidade garantirá no futuro muito menos verba para a Segurança. Obviamente, porque a Escola é a vacina preventiva contra a violência, desde haja autoridade pra isso.
sexta-feira, 16 de março de 2018
ROSAS PARA MARIELLE FRANCO
Procurei no jardim da vida qual a roseira onde retirar uma rosa e oferecer em homenagem a Vereadora Marielle. A princípio vi um cabra-cabeça, movido pela emoção que a situação me proporcionou. Porém, tudo foi sendo conduzido ao contexto racional que me permitiu enxergar na jardinagem uma escolha sem limites... Sem conhecê-la pessoalmente, fechei os olhos e pude visualizar o valor de um Ser que brilhava despontando num espaço restrito, naqueles onde nascem os sem esperança, anulados pela sua origem de pobreza, deficiência do básico que é alimentar a fome e enfrentar a miséria. Não imagino, porque sinto na carne, a sua luta para alcançar o patamar que alcançou pelo seu talento e competência, aproveitando o dom do carisma que, certamente, recebeu de uma energia divina. Que rosa posso oferecer ?!
Olhei para a roseira branca e pensei... apagaram seu brilho, de forma cruel, inesperadamente, como tantos são diariamente, numa cidade tão bela pela própria natureza, num Pais naturalmente abençoado e maravilhado por Deus... Será que o seu brilho foi apagado, realmente ?
A rosa branca, oferecendo a purificação do espírito e a paz, é talvez a mais provável escolha para uma Socióloga de formação e prática que enfrentou os espinhos da roseira da vida, cabendo a ela o único troféu que lhe coube numa competição desigual e atroz.
No entanto, não posso deixar de oferecer também a rosa vermelha, porque sua paixão pela causa que abraçou na roseira espinhosa da vida a projetou ao ápice de tornar-se alvo de uma atrocidade retroativa ao barbarismo de uma humanidade selvagem que remonta ao pré-historismo. Um verdadeiro antropofagismo.
Infelizmente, lamentavelmente, na competição, a incompetência produz a violência...
MARIELLE FRANCO : Presente sempre, porque a Sociedade organizada necessita.
No jardim da Roseira da Vida, todas a rosas de todas as cores para você, Socióloga de formação e de alma.
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