segunda-feira, 23 de julho de 2018

DOAÇÃO



Com o propósito de contribuir para o incentivo a leitura e o desenvolvimento cultural através dos livros, estou interessado em distribuir meus livros para Bibliotecas públicas e comunitárias de regiões carentes de acesso a essa serviço.
Peço que os interessados enviem endereços completos para o e-mail aldgui@gmail.com a fim de que sejam remetidos os exemplares via correios. Ficarei feliz com essa contribuição, principalmente em relação aos livros infantis.

domingo, 8 de julho de 2018

ARRECADAÇÃO OU CONFISCAÇÃO ?


Sabemos que não adianta repetidas indignações e manifestações a respeito dos tributos cobrados aos cidadãos brasileiros. Na sociedade capitalizada, que já vem dos exemplos governamentais dos antigos romanos, não há como fugir ao domínio do dinheiro que torna o poder cada vez mais corrompido e explorador.
Nessa linha de conduta, nenhum governo desde que nossa república entrou em nossa história preocupou-se em aliviar a cobrança de impostos, numa linha sucessiva de exploração da renda de quem produz. O pior e mais lamentável é que a proporção da relação entre governo e governado demonstra claramente que o cidadão sempre sai perdendo, diante dos cálculos apresentados. Num exemplo simples, vamos ver um profissional que manteve retido na fonte pelo Imposto de Renda, durante o ano, 13 mil reais, como assalariado recebendo de uma única fonte, lhe é restituído tão somente 3 mil reais, sendo engolido pela Arrecadação 10 mil reais. Por que esse desequilíbrio totalmente desfavorável ao contribuinte ? Nem a 50% tem direito o cidadão, uma vez que ele é quem produziu o necessário para a sua renda obtida ? É claramente uma relação da cultura histórica da exploração. O sistema escravocrata permanece na mente dos cobradores de tributos. De 13 mil retidos, devolver 3 mil, ou de 15, devolver 4 mil... Isso não pode ser considerado arrecadação mas sim uma ação confiscante, porque ao cidadão cabe apenas nada reclamar, visto que existe uma legislação que favorece a confiscação.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

SERVIÇO DE TELEVENDAS OU PILANTROPIA


Creio que a partir de um exemplo particular chego ao lugar comum no atendimento hoje dos serviços via telefone. Quando se tem interesse em contratar um serviço através do sistema televendas, o contato na primeira vez, é perfeito. Em seguida torna-se uma dor de cabeça, exigindo do cliente muita paciência nos próximos contatos, depois de criado um problema.
DIRETO AO ASSUNTO
No dia 12 de maio último, através do telefone 08007210211, após ligar para 10699 da Claro dias antes, foi firmado o contrato de nº 16893533-9 para instalação de uma TV a Cabo. O serviço executado naquele dia por um técnico em nome da Empresa foi satisfatório e entrou em funcionamento. Cerca de uns 15 dias depois da TV em atividade, de acordo com o pacote embrulhado pelo atendente do Televendas, aparece na tela uma
mensagem sob o código 06 informando que o cartão de sinal estava "desabilitado" e que o cliente entrasse em contato com o nº 10699 para regularização do serviço. Feito isso, o cliente ouviu a informação de que havia irregularidade no cadastro e que era necessário enviar três documentos para o e-mail grupoprevemcao.clarotv@net.com.br, e aguardar o prazo de 5 dias para regularização, ou então que o cliente procurasse uma loja da Claro a fim de solucionar o problema. Os documentos enviados e passado o prazo, nada foi resolvido. Ao ligar novamente para o 10699, a informação passada ao cliente foi de que o contrato tinha sido cancelado sob alegação de que não receberam a documentação enviada para o endereço de e-mail citado.
Sem qualquer contato verdadeiro, porque ligações suspeitas geram desconfianças, chamou a atenção do cliente o fato de que no ato da contratação do serviço de assinatura o atendente "profissional", após a conclusão, mencionou o seguinte: -"Se o senhor receber alguma mensagem de
que o seu contrato foi cancelado, não dê importância." Ao que parece esse "profissional" já sabia de alguma coisa, mas, tinha que produzir mais uma televenda a qualquer custo. Com essa conduta, em nome da Empresa, é claro, mais um transtorno ou melhor dizendo, uma aporrinhação, causou para o cliente que, como uma boa maioria, tornou-se vítima de uma Pilantropia nos serviços de teleatendimento.
Enquanto isso, o cliente permanece em busca de uma solução racional da Empresa.

sábado, 26 de maio de 2018

A GREVE E A SOCIEDADE


Sempre que a autoridade se perde, ou falta autoridade que não se dá ao respeito perante a opinião pública, a sociedade em sua totalidade torna-se a maior prejudicada. Uma greve mobilizada por uma categoria profissional, como a dos caminhoneiros, veio demonstrar o quanto os governos sucessivos foram mal representantes dos brasileiros em nada acrescentando para eliminar a total dependência a um único meio de transportes da produtividade que circula pelo nosso Pais. É certo que os direitos devem ser reivindicados, principalmente levando-se em consideração a exploração extrema de trabalho a que são submetidos os trabalhadores em todos os níveis.
Quando as promessas nunca são realizadas e o deboche dos representantes públicos expressam a formação de oligarquias egocentradas, o descaso com a vida dos cidadãos se acentua cada vez mais, conduzindo a um estado de limite inaceitável. Aí nasce a revolta radical, que cega, que ensurdece e descontrola.
A greve dos caminhoneiros também está tornando claro o quanto o Brasil progrediu na atividade industrial, principalmente na produção da veículos automotores, destacando-se a de caminhões para atender a demanda do transporte para escoamento dessa produtividade em todo o território nacional.
Na agricultura, já fomos o pais da cana de açucar, o pais do café, dependentes da monocultura que dificultava uma estrutura econômica equilibrada e estável. O Brasil de hoje é policultor, criador, grande exportador de minérios e de produtos industrializados. Já teve no transporte ferroviário o principal meio de distribuição da produção nacionalmente. Ao abandonar o desenvolvimento da ferrovia para atender, exclusivamente, a interesses da indústria de caminhões, tornou-se dependente de um único transportador de tudo que é produzido no Pais.
O Pais livrou-se economicamente da monocultura, porém, interesses oligárquicos eliminou outra possibilidade de escoamento da produção que já existia, a ferrovia.
Por outro lado, quando o Estado se torna explorador visando através de seu governo exagerar na cobrança de impostos desenfreadamente, uma reação de incômodo acaba por acontecer. E só acontece, devido a total indiferença desse governo em atender as necessidades básicas da sociedade em forma de compensação dos tributos cobrados.
Quando a Sociedade carece de Educação, Saúde, Segurança e Trabalho digno, ela não tem para que pagar impostos. A não ser que seja, como tem sido, exclusivamente para atender aos interesses de politiqueiros, não de verdadeiros políticos conscientes de sua representatividade.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

VIVER


Ganhar dinheiro para viver, é bom e necessário. Viver para ganhar dinheiro, torna-se um mal desnecessário.
A vida passa num piscar de olhos... se a mente não estiver presente, o autocontrole estará ausente.
Como viver feliz sem ter dinheiro, é uma questão bem atual. Mas, qual será então o preço da Felicidade ?
Sendo o Homem uma criatura como todas do Criador, a Natureza é seu berço e também o seu refúgio onde o bem estar se apresenta gratuitamente. Pela grandeza do Planeta, ainda há espaços sem muros e cercas para se deleitar. No simples contato com o natural a vida respira
e inspira o prazer de viver. O preço, você é quem faz...

quinta-feira, 10 de maio de 2018

CULTURA DA EXPLORAÇÃO


Esse é um tema que muito incomoda aos cidadãos não acomodados. Os exemplos na sociedade humana são tantos na relação entre os seres da mesma espécie que enumerá-los caberia um grande sacrifício ao intelecto. Porém, vou partir de um exemplo muito especialmente brasileiro que é a exploração da necessidade da "casa própria", a aquisição de um lar para os sem teto.
Após séculos de existência da sociedade brasileira, o drama da conquista de um lar nunca deixou de ser um sonho para o cidadão desprovido de condições econômicas, tornando-se um grandioso pesadelo quando consegue entrar na lista dos mutuários. A instituição financeira oficial (CEF), que sempre foi a única a representar o SFH - Sistema Financeiro da Habitação, agora enfrenta a competitividade de outros organismos dispostos a minimizar a exploração do financiamento da "casa própria".
É muito difícil entender, compreender e assimilar, o antigo Sistema Financeiro da Habitação com sua tabela de cálculos que estabelecia um prazo de 20 anos de financiamento de um imóvel novo, cujas prestações eram reajustadas anualmente mas o valor do bem financiado aumentava numa proporção geometricamente absurda, impossibilitando qualquer amortização. O mutuário que conseguisse chegar ao final dos 20 anos do prazo financiado, não quitava o imóvel, mesmo honrando com o compromisso de pagar todas as prestações. Isso porque o saldo devedor crescia mais do que a própria ignorância dos calculistas e exploradores, a serviço de um Estado "Leviatã", monstruoso e ganancioso. E ainda, uma questão de transferência de responsabilidade do órgão oficial (CEF) para uma empresa terceirizada, cumprido o prazo contratual pagando completamente sua dívida, o mutuário era submetido arbitrariamente por abuso de poder econômico a uma nova avaliação do seu imóvel que não era seu mesmo efetuando o pagamento da última parcela contratual. Como exemplo, o imóvel que no pagamento da última prestação somou o total de 36.000,00 Reais, para receb
er a quitação o mutuário deveria pagar mais 75.000,00 Reais ou concordar com o reajuste das prestações que passaram de 300,00 Reais para 6.000,00 Reais... Sem qualquer chance de negociação. Que órgão oficial é esse, que ao invés de servir ao povo do seu Pais contribuindo para a prosperidade do cidadão torna-se um explorador contribuinte para o crescimento da miséria ? Óbvia e claramente, tudo em benefício de uma minoria estúpida que considerava-se eternamente vivendo como parasitas e sanguessugas da própria espécie.
Pelo exemplo acima, sem negociação, o mutuário só encontrava saída buscando seus direitos na Justiça que, por sua vez, atendia como de costume aos interesses econômicos da parte exploradora que representava o Estado "Leviatã". Sendo a única opção dada ao mutuário pelo poder judiciário a extensão de mais 5 anos de pagamento parcelado, a fim de completar o novo total avaliado de 75.000,00 Reais.
Há uma argumentação de justificativas que vai de encontro a mudanças de valores da moeda nacional ao longo dos 20 anos de contrato. Só que, o Estado explorador além de não cumprir com obrigações constitucionais para com a sociedade, não facilita a vida do cidadão.
O exemplo da aquisição da casa própria descrito sofreu transformações contratuais que favorecem aos mutuários atuais, com a nova tabela de redução. No entanto, essa redutividade é tão insignificante que passa despercebida, caracterizando no final do contrato que a Cultura da Exploração está inserida mesmo com a economia considerada mais estável.


quinta-feira, 19 de abril de 2018

TIRADENTES MULTIPLICADO


A característica cultural da exploração avançou com o próprio Pais do mártir, sacrificado da forma mais animalesca possível como afirmação do poder, sendo seus membros exibidos aos olhos do público. O sacrifício de Tiradentes continuou através dos quinhentos anos de história do Brasil. A independência surgiu politicamente mas a luta pela liberdade econômica e social originou um público de milhões de José Joaquim da Silva Xavier no cotidiano sacrificante da busca pela sobrevivência. Não morrem assassinados como o Alferes morreu, porém, em genocídios burocráticos que eliminam lentamente ao longo dos anos na guerra por uma vida digna.
A atividade exploratória acabou com o fim do Brasil colônia ? Não. Ela prosseguiu de forma camuflada amparada pela própria lei que depende de quem exerce o poder de condenar. Tiradentes foi o único condenado com a morte em um grupo de rebeldes, por sua origem social, enquanto os demais foram entregues a sorte de suas consciências favorecidos, inclusive, pelo status que desfrutavam na sociedade da época. A maioria advogados e poetas. Até este exemplo Tiradentes deixou como legado histórico, o que ainda persiste nos mais de 200 anos após sua morte.
Ser preso é uma coisa. Ser condenado é outra coisa. Depende dos olhares dos que detém o poder das leis, visto de cima para baixa.